Museu do Imperador

Quem foi José (Jozé) Maria Velho da Silva?

Ao criar um agente virtual para conversar com o público do Museu do Imperador, escolhemos batizá-lo de Zé Maria em homenagem a José Maria Velho da Silva — nome que aparece com frequência (por vezes grafado Jozé, grafia oitocentista) nos documentos que compõem o nosso acervo de pesquisa científica. Ele foi figura ativa no universo da Casa Imperial, com atuação administrativa, educativa e intelectual ao longo do século XIX.

Biografia em perspectiva

Origem e trajetória pública

Nascido no Rio de Janeiro em 1811 e falecido na mesma cidade em 1901, José Maria Velho da Silva dedicou grande parte da vida ao serviço do imperador D. Pedro II. Ocupou funções na administração imperial e exerceu, inclusive, o cargo de mordomo da Casa Imperial (em caráter interino), além de ter sido superintendente da Imperial Fazenda de Petrópolis. Foi também membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e recebeu o título de conselheiro.

Magistério, retórica e literatura

Na educação, destacou-se como professor do Colégio Pedro II, lecionando “Retórica, Poética e Literatura Nacional”. Publicou manuais didáticos e estudos sobre eloquência e teoria literária. Como escritor, deixou poemas, discursos, biografias e um romanceGabriela (1875) —, obra frequentemente comparada, na crítica, ao espírito realista e de costumes de seu tempo.

Linha do tempo (marcos)

  • 1811 — Nascimento na cidade do Rio de Janeiro.
  • Décadas centrais do séc. XIX — Serviço à Casa Imperial e à administração de D. Pedro II; atuação como mordomo interino e superintendente em Petrópolis.
  • Magistério — Docente no Colégio Pedro II, com publicações de retórica e literatura.
  • 1875 — Publica o romance Gabriela.
  • 1881 — Publica Lições de retórica para uso da mocidade brasileira.
  • 1901 — Falecimento no Rio de Janeiro.

Obras selecionadas

Gabriela

1875 · romance

Lições de retórica para uso da mocidade brasileira

1881 · didático/retórica

Homens e fatos da história pátria

1895 · biografia/estudos

Canto à Independência do Brasil

1868 · poesia

Incentivos de eloquência

1877 · retórica

Literatura

1878 · ensaios

Lista não exaustiva — em atualização conforme o avanço da pesquisa documental e catalográfica.

Por que “Zé Maria 2.0”?

O nome do nosso agente virtual homenageia a presença de José (Jozé) Maria Velho da Silva nos documentos e rotinas administrativas do período imperial, preservadas e estudadas em nosso acervo. Ao adotarmos “Zé Maria”, reconhecemos a dimensão humana da gestão cotidiana da Casa Imperial — as práticas, registros e vozes que também constituem a história do Império. O agente soma-se a esse gesto: media, explica e acolhe dúvidas, aproximando o público das fontes e do debate crítico sobre memória, patrimônio e mediação digital.

Fontes & referências

As informações biográficas foram compiladas a partir de obras de referência (literatura brasileira do século XIX, estudos de retórica e história cultural) e de sínteses públicas. Conteúdo redigido pela equipa e não reproduzido literalmente das fontes.

  • Verbete “José Maria Velho da Silva”, Wikipédia — sob licença CC BY-SA 4.0. Página consultada para conferência de datas, cargos e obras.
  • Souza, Roberto Acízelo de. O império da eloqüência: retórica e poética no Brasil oitocentista. EdUERJ/EdUFF, 1999.
  • Coutinho, Afrânio; Sousa, José Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. Global, s/d.

Observação: em documentos oitocentistas, o prenome aparece também como “Jozé”; neste site utilizamos “José” como forma normalizada.